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O que é Arte pós Contemporânea?

Por Toninho de Souza,

para mim, a ARTE PÓS CONTEMPORÂNEA é a essência da arte universal.  É uma criação mental, produzida pelo o artista de forma virtual com utilização de ferramentas disponíveis em programas de computadores, IPad, tablet, celulares, etc, ou outros sistemas de última geração, que após terminada a obra, pode circular o mundo em poucos segundos por meio da internet.

A sua materialização poderá ser viabilizada  bidimensional ou  tridimensional em qualquer suporte dentro dos critérios estabelecidos pelo o artista para se tornar real fisicamente ou ser exposta virtualmente através de monitores, filmes, vídeos, projeções externas ou internas em residências, galerias ou museus…

Por que cheguei a esta conclusão?

Durante toda minha trajetória artística, nunca engoli a terminologia de uma arte com denominação de “arte contemporânea”. Para mim, esta denominação foi sempre confusa e inapropriada, visto que a palavra “Contemporâneo”, se diz daquilo que está sendo realizado em seu momento atual.

E dentro deste aspecto, a Arte da Idade Média que explorava temas religiosos com pintura reta nas pinturas e esculturas e que para seus artistas daquele período, os que eles produziam era também “contemporâneo”, produzindo arte naquele momento em que não conheciam a perspectiva ou cálculos matemáticos.

Após a Arte da Idade Média, surgiu os artistas denominados Renascentistas que produziam arte na observação do mundo e nos princípios matemáticos e racionais como harmonia, equilíbrio e perspectiva tendo como principais representantes Leonardo da Vinci (1452-1519), Michelangelo (1475-1564) e tantos outros que adotaram a nova linguagem artística e para eles, naquele processo de produção era “contemporâneo” para os seus criadores que abandonaram o processo da pintura reta e estavam em um novo processo revolucionário para seu tempo (Arte da Idade Média).

No meu entendimento, cada movimento artístico tem suas regras claras para quem adere aos movimentos existentes criados sempre por um artista, e nunca por imposição de professores ou escolas de artes no contexto da história da arte universal.

Quem teve a coragem de mudar, sempre sofreu pressões do meio artístico ou do mercado para exposição pública no âmbito da sociedade de sua criação inovadora ou conceito sobre sua produção criadora.

Basta ler informações críticas de todos os movimentos dos séculos passados (impressionismo, expressionismo, fauvismo, cubismo, surrealismo, construtivismo, modernismo, POP ART, melantucanarismo, etc que surgiram no século XIX e Século XX).

E para estabelecer uma síntese, de toda evolução da arte, é preciso esclarecer que desde 1789, estamos vivenciando uma “IDADE CONTEMPORÂNEA”, diferentemente do significado da palavra “Contemporâneo” e que nos meios artísticos da história da arte universal, o termo “Arte Contemporânea”, surgiu depois da segunda Guerra Mundial, ou seja, meados do século XX e se mantem sendo utilizada até o Século XXI.

Lembrando que nesse período houve inúmeros movimentos por todo o mundo sob a égide da  “Arte Contemporânea” sem estabelecer quais critérios básicos que são representativos, já que em nossa contemporaneidade, desde 1950 rolou pelo mundo a ART POP, ARTE CONCEITUAL, HIPER REALISMO, NEOCONCRETISMO, ACADEMISMO,   MELANCIACULTURA, MELANTUCANARISMO e tantas outras  e até agora, milhares de artistas produzem arte contemporânea com critérios livres ou indefinidos, ou seguem regras estabelecidas por movimentos do passado ou  pesquisados na história da arte e usam de todos os limites possíveis no processo criativo, tanto na pintura como na escultura e são taxados de “artistas de arte contemporâneas”.

Eu pergunto aos estudiosos no assunto:    São contemporâneos os artistas ou as obras que não tem relação uma com a outra dentro de um contexto individual definido em cada movimento e em cada pais de nosso planeta? Hoje tudo é arte… até arte vira lixo… e lixo vira arte…

É por isto que venho manifestar publicamente neste ano de 2016, a Arte Pós
Contemporânea de Toninho de Souza.
Depois da segunda guerra, e de tantos movimentos artísticos na década de 60,o que veio revolucionar o mundo foi a Internet, e a proliferação das redes sociais aproximando toda comunidade global em poucos segundos para um contato imediato.

A arte física sempre estará presente na sociedade, porém com a era tecnológica dos computadores, surgiram as artes digitais sem estrutura física que após a sua criação podem circular por todo o mundo em poucos segundos, podendo se materializar em qualquer suporte e em diversas manifestações artísticas, inclusive nas artes visuais. Mas, até agora, nenhum artista das artes visuais quis assumir esse novo ciclo que nos permeia desde meados da década de 90 para cá. Foi nessa década que plantei a semente do Melantucanarismo que buscava a essência da arte universal. E hoje, no século XXI, estou apresentando o resultado desta busca. A essência da arte universal é a Arte Pós Contemporânea de Toninho de Souza.

Em primeiro lugar, apesar de ser um contemporâneo do século XX e XXI, sou um artista que nunca aderiu ao movimento da Arte Contemporânea em sua essência, apesar de experimentar esta tendência em obras de minha autoria no início de minha trajetória.Nunca me envolvi com modismos de época, sempre procurei pesquisar minhas próprias convicções artísticas.

Assim, que assumir ser um artista profissional das artes visuais, tive a audácia de criar a linguagem individual e distinta da Melanciacultura em 1981, para expressar minhas pesquisas pictóricas das artes visuais que representasse o meu mundo imaginário das melancias, tucanos e araras de forma figurativa que pudesse ter uma identidade brasileira expressando todos os problemas inerentes ao ser humano neste planeta. Estas pesquisas tiveram um ciclo de dez anos, surgindo a busca da essência da arte através da simplificação dos elementos em, um único ícone da nova linguagem artística denominada de Melantucanarismo que ocorreu na década de 90, em 1993.

Nesta mesma década, paralelamente, nascia a semente da minha arte digital em pesquisas realizadas a partir de 1996 no “paint”, no computador.

Por não existir fisicamente, a arte tecnológica é uma nova forma de expressão artística, de criação mental, manipulando ferramentas disponíveis em programas de computadores que são obras de artes visíveis em uma tela de monitor ou poderá ser impressa em qualquer meio industrial ou poderá ser veiculada sua imagem digital na internet para acesso em todo o mundo, inclusive utilizando novos equipamentos de última geração tecnológica.

QUAL A DIFERENÇA  DE UMA “IMAGEM DIGITAL” PARA UMA “ARTE DIGITAL”?

– Visualmente e tecnologicamente são iguais…   Porém, se você pinta uma obra física em qualquer técnica com materiais diversos sobre um suporte rígido ou flexível e depois você fotografa na técnica digital para divulgar por meios tecnológicos para qualquer parte do mundo… é uma “Imagem Digital”.

– Quando você utiliza qualquer programa inserido em um computador, ipad, celular ou outro equipamento que incorpora programas computacionais e ali você manuseia as ferramentas disponiveis para criar a sua obra de arte virtual, mesmo usando uma colagem de “Imagem Digital” é uma obra de “ARTE DIGITAL”.

QUAL A DIFERENÇA DO VALOR DE UMA OBRA DE ARTE FÍSICA PARA UMA IMPRESSÃO DE ARTE DIGITAL NO MESMO TIPO DE SUPORTE (UMA TELA DE LINHO, ALGODÃO OU OUTRO TECIDO SINTÉTICO) ?

– Neste aspecto, o que precisamos definir se a obra impressa e assinada fisicamente por seu criador, será a única a ser impressa, comercializada ou mantida sob acervo particular ou de terceiros, mantendo-se o original virtual sob o domínio autoral do artista sem nunca mais torna-la fisicamente palpável para acesso físico de exposição e venda. A imagem da obra, poderá circular virtualmente para divulgação em publicação de jornais, revistas, veículos de tv, livros físicos ou virtuais para divulgação da imagem e de seu autor, vinculados ao direito autorais previstos em lei.
Neste caso, o valor será de mesma natureza. Porém, se o autor imprimir mais de uma unidade, já não terá o mesmo valor venal, sendo considerado a segunda obra uma réplica da primeira perdendo-se assim, a unicidade da obra e passando para a categoria de gravura, e neste caso, o seu valor venal será dentro da categoria de gravura para efeitos de investimentos na categoria de obra de arte.


CONSIDERANDO QUE A IMPRESSÃO NA TELA FOI REALIZADA POR UMA MÁQUINA, ESTE ATO NÃO DESVALORIZA O VALOR DA OBRA, POR NÃO TER SIDO USADO O PINCEL COM A TINTA PELAS MÃOS DO ARTISTA?

 Na minha concepção de criador, o que importa não é a cobertura dos espaços delimitados na tela para cada cor que vai formar a obra por um  artista iniciante, mestre, o próprio artista ou uma impressora automatizada ou manual. O importante é se a obra foi elaborada dentro das condições técnicas, cromáticas, pinceladas texturais concebidas, onde seu criador aprova e assina para apresentar ao público. A máquina só é um elemento facilitador da penetração da tinta no tecido imitando o manuseio humano… Uma obra de arte, tem sua criação humana… a maquina foi um mero instrumento facilitador para atender o sonho criativo do seu autor. Na arte digital a máquina foi apenas um facilitador de recursos industriais e tecnológicos, o que importa é a ideia e a criatividade do artista utilizando dos recursos disponíveis na atualidade.
Se formos se restringir a esses detalhes, uma Escultura de Aço que precisa de ferramentas industriais manipuladas por terceiros para cortar, para dobrar, para parafusar, para pintar, não poderia ser considerada uma obra de arte tridimensional criada por um artista do século XX, da qual sou também um escultor.

Por | 2017-07-10T21:36:16+00:00 julho 10th, 2017|Arte geral, Notícias|

Sobre o autor:

Um brasileiro que mora no planeta terra e tem a inspiração divina para criar no segmento das artes visuais (Pintura, gravura, desenho, cerâmica, escultura, escritor e mídia contemporânea Melantucanarista e Pós Contemporânea.

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